21 de jul de 2015

O mundo conectado e os políticos desconectados.

Numa situação de total descredibilidade política, se o partido no poder não abre mão da sua posição a coisa fica muito feia, muito feia mesmo!
Na Europa os governos caem, ou renunciam com facilidade até, porque a responsabilidade vem em primeiro lugar e a democracia é uma realidade muito viva que dá a todas as ideologias a estabilidade e segurança necessárias para saber que ao sair de um governo, retornar pelo voto é uma possibilidade concreta.
As estratégias políticas que sempre foram usadas por aqui, desde o Estado Novo, não mudaram muito, mas um componente de manipulação das massas mudou: as redes sociais se tornaram mais influentes que a imprensa, e esta reconhece isso ao se infiltrar nas redes para não perecer nas bancas de jornais. Porém, nas redes, a imprensa não é agente exclusivo de informação e contra informação. O indivíduo está lá e todos são receptores e emissores de alguma informação.
Esse novo ingrediente tecnológico do cenário, faz dele um território incerto para nossos políticos acostumados a seguir um manual restrito de praticas usadas pelos últimos 80 anos. Uma revolução epistemológica como a das redes, que globalizou e democratizou a comunicação entre as pessoas não pertence a este manual, mas as tentativas de controlar este novo espaço enorme que surgiu já resulta em ações nada animadoras para o espírito democrático.
Este cenário somado ao de instabilidade política e social, alimentada pelo crescente desemprego que começa a se instalar aqui no Brasil, me deixa realmente preocupado.
A irresponsabilidade do governo atual - comprovada pelas "pedaladas" fiscais de 2014, a fragilidade da nossa democracia, expressa na constante tentativa de cerceamento da liberdade da imprensa - refém do peso econômico de governos e estatais em suas receitas, e ainda a coação e manipulação da liberdade de expressão via um "bullying político-ideológico" nas redes sociais exercido por indivíduos que vão de militantes políticos a pessoas isoladas que se acham donos da verdade inquestionável; tudo isso me coloca diante de 2 cenários históricos: um onde o povo sai para um quebra-quebra e o governo põe o exército na rua, e outro onde o exército vai pra rua e tira o governo do posto... duas tragédias, que só pode ser evitadas se a responsabilidade dos partidos e até o instinto de sobrevivência dos mesmos for levado em conta.
Nos dois casos todos os partidos vão virar poeira. O congresso vira figurativo, coadjuvante, e voltamos ao cenário da década de 70... ou pior, pois o novo componente não permite previsões, mas achar o equilíbrio parece difícil quando ainda tem gente que tenta usar encontros "secretos" que em minutos viram notícia, típico da falta de perspectiva sobre o novo mundo que está aí. Gente com poder, mas sem noção de uma nova realidade não é coisa que termina bem.

15 de mar de 2015

A Nova Tribo.

Na era da informação, onde todos sabem de tudo o tempo todo, não é mais possível dar credibilidade a quem sempre torceu e distorceu os fatos, àqueles que mesmo diante da enorme responsabilidade de dar a Notícia, a negociavam como mercadoria preciosa.
Estes últimos não parecem ser os únicos que ainda acreditam no "mercado" da informação. O Governo do PT também acreditou e pagou ao marketeiro que criou, comprou, vendeu, distorceu e entregou a mentira encomendada ao povo - via redes, jornais, tvs, rádios. Foi como vender um produto ruim encalhado nas prateleiras com um comercial fantástico, cheio de tecnologia, valores, conceitos, psicologia e antropologia. Essa fórmula vende qualquer coisa, mas nunca mais vende! Esse é o preço da mentira na era da informação.
Mesmo com escolaridade precária, quem compra logo descobre o engodo, e com informação por toda parte ele descobre que não foi o único. Com a comunicação fácil, a informação e a realidade une essas pessoas naturalmente. O povo sai da rede, atravessa a rua e encontra sua "tribo", centenas de tribos seguem se comunicando, se unem e vão pra rua. Centenas de líderes anônimos estão ali, mas não são líderes amparados no marketing profissional, são pessoas que têm liderados por talento reconhecido. 
Quem ainda procura o chefe, o golpista, o aproveitador por trás do povo, é gente míope, que parou no tempo, incapaz de ver ou aceitar que a regra do velho jogo acabou. A informação trouxe a democracia aperfeiçoada. Quem não aprender a viver nela vai ficar só. 
Aqueles que ainda acreditam em usar imprensa e internet para a tática de repetir a mentira até que seja aceita como verdade, serão banidos para suas pequenas tribos fadadas a extinção pela disputa autofágica da "liderança" interna. 
A velocidade com que isso vai acontecer? 
Desculpe, aconteceu há pouco. Já é passado, e um novo futuro começa a se escrever. Junte-se a sua tribo, e coloque sua marca na história.

7 de ago de 2010

O perfume de uma bela história.

       Perto de uma época de presentear, escolhi uma história romântica de um presente que sempre me agrada muito receber. Apesar da tradição do produto, que faz pensar ser algo caro, ele não é. 
      Trata-se de um artigo considerado de 2ª linha, nem é encontrado em perfumarias ou casas de cosméticos na europa, mais fácil achar em farmácias ou pequenos mercados. No Brasil é encontrado em perfumarias de produtos importados, mas com preço bem acessível a todos.
       Mas o principal não é isso, e sim a fragrância - nada doce e que lembra um laranjal em flor; o frescor e a sensação de bem estar que seu uso provoca - pelo menos em mim. Isto faz dele o meu presente preferido no  em qualquer ocasião. Se não ganho durante o ano, acabo comprando, e uso litros por ano.
    Por isso é minha sugestão pra quem não sabe ainda que presente comprar. Mesmo aqueles que não gostam de usar 'perfume' vão gostar. Segue a história que extraí de outro link (indicado abaixo).

Responda rápido qual é o principal ícone clássico da perfumaria mundial? Se você pensou em qualquer renomado perfume francês errou. O ícone atende pelo nome de KÖLNISCH WASSER 4711 (a legítima “Água de Colônia”). A marca alemã foi responsável por tonar a expressão Água de Colônia em um termo genérico para a categoria. Ironicamente, o produto original, não é uma colônia, e sim uma Água de Toilette ou Eau de Toilette, pois contém mais do 5% de compostos aromáticos.-
A história
A popular Água de Colônia, base da perfumaria moderna, tem uma história curiosa. Segundo consta ela foi inventada em 1709 por Giovanni Maria Farina, um expatriado italiano que morava na cidade alemã de Colônia. Uma lenda diz que Farina copiou a fórmula de um monge que viveu muitos anos no Oriente. Inicialmente conhecida como “aqua mirabilis” (“água milagrosa”) era vendida como remédio para curar todos os tipos de males, desde dor de dente até a peste. Sua utilização podia ser tanto internamente (ingerida) como externamente. No dia 8 de outubro de 1792, um jovem comerciante chamado Wilhelm Mülhens fundou uma pequena empresa na cidade alemã de Colônia (daí a origem do termo “Água de Colônia”) para a produção de

3 de ago de 2010

Quem aqui quer vestir uma burca?

Na França foi aprovada uma lei que proíbe o uso da burca e do niqab – veste feminina, tradicionalmente islâmica; e não é novidade esse tipo de proibição na Europa - já existe a proibição de colocar crucifixos em vários lugares e a construção de mesquitas com minaretes, etc.
A proibição da burca vem amparada pelo discurso de libertação da mulher islâmica, já a do crucifixo se apóia na condição não religiosa do estado moderno. Por outro lado os muçulmanos acusam os governos de preconceito racial e religioso, enquanto a Igreja Católica acusa os proibidores de se esquecerem da origem histórica da Europa cristã.
Acusar tais usos e costumes como ‘medievais’, ultrapassados, fruto da ignorância das pessoas, do atraso de um povo ou de nações não civilizadas é muito fácil e conveniente. Quem pode acusar o Irã de não ser civilizado ou de ter um povo ignorante? Um pais de tradição milenar, com pensadores e filósofos que entraram para a história, que tem uma das melhores universidades do mundo - a de Teerã. Um pais que contra tudo e contra todos desenvolveu tecnologias próprias, inclusive nuclear, que desenvolve softwares de qualidade e tem profissionais da área de TI que preocupam o ocidente.
"Civilizacionismo" é um pretexto há muito usado para a dominação e exploração econômica de povos "diferentes". Já a xenofobia da Europa atual não passa de uma explicação simplista para a crise econômica local, eximindo as politicas econômicas equivocadas adotadas no passado de toda culpa e, é claro dos seus agentes: Governos e bancos. É facil colocar a culpa no imigrante... e perigoso também - lembra a Alemanha do inicio do século passado.
Antes de continuar, quero citar aqui alguns trechos de um artigo muito lúcido